Madeira de Reflorestamento Tratada: Sustentabilidade e Eficiência na Construção Civil

Madeira de Reflorestamento Tratada: Sustentabilidade e Eficiência na Construção Civil

Programa de autorregulamentação e normas técnicas garantem qualidade e legalidade ao consumidor de madeira tratada no país.

Desde os tempos do Brasil Colônia, a madeira é utilizada sem critérios técnicos. Acabou ficando com a imagem de material comum e perdendo terreno para materiais de alvenaria e concreto, por exemplo. Além disso, as escolas de engenharia e arquitetura quase não contemplam a madeira como material de engenharia. “Muitos arquitetos não conhecem os benefícios do uso desse material, que pode oferecer maior desempenho nas composições estruturais, pois a robustez aliada ao tratamento químico resulta em longevidade. E, acima de tudo, é uma opção sustentável”, explica Flavio Carlos Geraldo, presidente da ABPM (Associação Brasileira de Preservadores de Madeira).

Em 2013, o arquiteto e professor Me. Fabio João Paulo Di Mauro defendeu a tese “Madeira na construção civil: da ilegalidade à certificação”, na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC), uma das unidades de ensino e pesquisa da Unicamp (Campinas – SP). Para o autor do estudo, no Brasil a madeira é utilizada para fazer tapume, pontalete, forma de concreto e, muitas vezes termina descartada em caçambas. Para ficar definitiva na obra, ela deve ser esquadria de madeira, janela, porta ou até mesmo uma estrutura do telhado. Segundo Di Mauro, iniciativas para disseminar o conceito de que é necessário utilizar a madeira como elemento construtivo, pois é de baixo impacto, de excelente rendimento e passível de tratamentos eficientes para sua preservação ao longo do tempo, são de fundamental importância.

Normas técnicas – Depois de vários anos de trabalho, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) publicou, no ano passado, as normas NBR 6232 – Penetração e retenção de preservativos em madeira tratada sob pressão, e NBR 16143 – Preservação de Madeiras – Sistema de categorias de uso, que a ABPM considera como um marco para o setor. De acordo com Geraldo, a NBR 16143 visa auxiliar engenheiros e arquitetos a decidirem a espécie de madeira e o tratamento adequado para que não ocorram ataques de insetos e apodrecimento do material, aumentando a vida útil do sistema construtivo.

Para Elcio Lana, Diretor Adjunto de Normatização da ABPM, tanto a revisão de textos antigos quanto da elaboração de novos são extremamente importantes. “Entendo a publicação dessas normas como forma de desenvolver e disciplinar o mercado, com orientações tanto ao produtor quanto ao consumidor”. Com base na norma, o fornecedor tem condições de garantir ao usuário o desempenho do produto.

“O setor da construção civil não tinha parâmetros para a utilização da madeira tratada. Agora tem. E a nossa expectativa (e desafio) é consolidá-la nesse segmento, pois existe um grande espaço a ser preenchido por ela”, declara Geraldo. No Brasil, de acordo com dados estimativos da ABPM, o volume de madeira tratada em autoclave por ano é de apenas 1,5 milhão de m³, sendo que apenas entre 5 e 10% é utilizado na construção civil (de 60 a 65% vai para a área rural, em especial mourões para cerca; 15% para o setor elétrico; e o mesmo percentual para o segmento ferroviário).

Qualitrat – “Programa de autorregulamentação é um poderoso instrumento para definição de boas práticas de negócios de um setor”, afirma Geraldo. Concebido com o apoio do Instituto Totum, uma das entidades mais conceituadas na área de programas de autorregulamentação, e do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – o Qualitrat garante ao consumidor que ele está adquirindo produtos de uma empresa que opera de acordo com princípios de qualidade e legalidade. Os critérios para receber o selo QUALITRAT estão divididos em cinco categorias, com as seguintes especificações: habilitação e idoneidade jurídica; gestão da qualidade nos processos; gestão ambiental; regularidade social, trabalhista e gestão de saúde e segurança; e Ética e Responsabilidade Social.

O executivo chama a atenção para a importância do conjunto formado pelo programa de autorregulamentação e pelas normas técnicas. “Enquanto o Qualitrat atesta a qualidade e a legalidade na produção da madeira tratada pelas usinas de preservação, a norma garante a parte técnica”.

Madeira tratada, único material de engenharia 100% renovável – De acordo com o presidente da ABPM, a madeira vem da fábrica mais limpa do mundo (árvore), é moderna, ecológica e ajuda a preservar o planeta. “Como material de reflorestamento diminui a pressão sobre matas nativas, retira o dióxido de carbono da atmosfera, minimizando o efeito estufa, é recurso 100% renovável de ciclo curto e, ao contrário do concreto e de metais – que dependem de recursos esgotáveis – demanda pouca energia em seu processo produtivo. É material com mensagem ambiental positiva, disponível, de baixo custo, normatizado, versátil, bonito, oferece sensação de conforto, tem fácil manuseio e apresenta excelente relação peso/resistência”.

O consumo comparativo de energia necessária à produção de diversos materiais de engenharia coloca a madeira em vantagem inigualável em relação a alguns sucedâneos:

1 tonelada de material—–consumo de Kg EC
alumínio ———————- 4.200
aço—————————–1.000
blocos de concreto—————–26
madeira—————————0,8

Em 2013, o arquiteto e professor Me. Fabio João Paulo Di Mauro defendeu a tese “Madeira na construção civil: da ilegalidade à certificação”, na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC), uma das unidades de ensino e pesquisa da Unicamp (Campinas – SP). Para o autor do estudo, no Brasil a madeira é utilizada para fazer tapume, pontalete, forma de concreto e, muitas vezes termina descartada em caçambas. Para ficar definitiva na obra, ela deve ser esquadria de madeira, janela, porta ou até mesmo uma estrutura do telhado. Segundo Di Mauro, iniciativas para disseminar o conceito de que é necessário utilizar a madeira como elemento construtivo, pois é de baixo impacto, de excelente rendimento e passível de tratamentos eficientes para sua preservação ao longo do tempo, são de fundamental importância.

Para a ABPM, contribuir com a sustentabilidade é um dever de todos. Mas utilizar madeira cultivada/tratada vai além disso, já que ela oferece vantagens competitivas tanto em nível tecnológico quanto financeiro. Mais informações www.abpm.com.br

Fonte:
Cristiane Gracio – MTB 33639
Grande Ideia Assessoria de Imprensa
(11) 99702-6009
www.grandeideiacomunicacao.com.br

Publicado em

ReflorestamentoSustentabilidade

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